o vento passa, como se fosse o teu maior inimigo.
então ela levanta a cabeça e segue em frente.
o caminho é longo, e há pedras por todos os lados.
'concentre-se' ela repete a si mesma a toda hora, como se precisasse de incentivos para olhar adiante.
não é a primeira vez que ela cai, e não vai ser a ultima, mas todas as vezes que ela levanta, ela se sente como se nada mais pudesse derruba-la novamente.
então, ela conhece novos ventos, ventos de mudança.
é impossível esconder, todas as cicatrizes. guardar em uma caixa todos os medos. fazer com que a agonia não repouse sobre sua cama.
é inútil tentar tirar a nuvem negra que repousa sobre a sua cabeceira. e estancar o sangue que flui.
mas a única lembrança da sua dor, são as lágrimas que caem.
ela leva a mão aos olhos, tentando sanar as lágrimas pesadas, que rolam impiedosamente. e todos os momentos perfeitos e irreais, que ela não aguenta mais desperdiçar sozinha. com suas mão geladas sobre a cabeça, e os cortes aparentes.
ela não quer mais abrir os olhos, e ver o mundo colorido. ela quer apenas sentar ao lado de sua solidão, e ver que nada mais é como era. 'diga-me que um dia você irá abrir seus olhos ...' a escuridão sussurra, com as mãos quentes no seu rosto. 'um dia'.
em qualquer lugar, apenas esconda as cicatrizes, e siga em frente. ainda há um caminho inteiro a sua espera.
a estrada é sinuosa, e em tudo há cheiro de sangue.
mas ela segue me frente, de cabeça erguida.
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